sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Registro regional da memória do Mundo da UNESCO

Copiado de Biblioteca Pública Piloto 

Marta Lucía Giraldo
Programa de Archivología  - Universidad de Antioquia

El pasado mes de noviembre fue dada a conocer la feliz noticia que indica que el Archivo Fotográfico de la Biblioteca Pública Piloto de Medellín, Colombia, ha sido incluido en el Registro Regional de Memoria del Mundo de la UNESCO. El proyecto denominado La memoria en imágenes: Archivo Fotográfico de Medellín para América Latina y el Caribe, fue elegido por el Comité Regional para América Latina y El Caribe (MOWLAC - Memory of theWorld Regional Committee for Latin America and the Caribbean UNESCO ). Este comité regional tiene como tarea velar porel cumplimiento de los objetivos del Programa Memoria del Mundo: 
[…] asegurar la preservación, por los medios más apropiados, de la herencia documental que tiene significado mundial y fomentar la preservación del Patrimonio Documental de importancia nacional y regional […] lograr la concienciación en los Estados Miembros de su herencia documental, en particular, aspectos de ese patrimonio que sean significativos en términos de una memoria mundial común. […] desarrollar productos basados en esta herencia documental y ponerlos a disposición para una amplia distribución, asegurándose que los originales se mantengan en las mejores condiciones posibles de conservación y seguridad. 
Memoria y legado visual de nuestra época, el acervo fotográfico de la Biblioteca Pública Piloto (véase acá) cuenta con un millón setecientas mil imágenes, en distintos formatos y soportes, que datan desde el año 1848 hasta el 2005.Es reconocido como uno de los archivos más importantes en patrimonio fotográfico de Latinoamérica. Está integrado por varias colecciones que han sido adquiridas mediante donación o compra. La adquisición y conservación de estos materiales ha sido posible gracias al apoyo del Estado colombiano y de algunas empresas privadas que se han vinculado al proyecto. 

Actualmente, el archivo cuenta con 18.000 imágenes digitalizadas disponibles a través del sitio Web www.bibliotecapiloto.gov.co. Las imágenes están protegidas por la ley colombiana sobre derechos de autor(Ley 23 de 1982) y demás normas nacionales e internacionales concordantes en la materia. 

Confiamos en que este reconocimiento, que muy merecidamente ha ganado el Archivo Fotográfico de la Biblioteca Pública Piloto, contribuya a la preservación y difusión de este patrimonio y, sobre todo, que sirva de modelo para crear conciencia de la necesidad de salvaguardar nuestro patrimonio documental.


Recebido para publicação em 06/dez/2012

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Bases de dados e softwares com ênfase em materiais fotográficos de arquivo


O CEDOC (Centro de Documentação da UnB), no âmbito dos eventos que promoveu nesta semana (ver página do CEDOC aqui e nota da UnB aqui) trouxe para Brasília o Arquivista italiano Alessandro Chiaretti, que desenvolve trabalhos junto ao Centro Maas e à Associação de Archiveros de Chile (ASOCARCHI). 

Alessandro e as equipes técnicas do CEDOC e do GPAF têm tido, ao longo desta semana, diversas reuniões no sentido de avançar o desenvolvimento de uma solução para a gestão dos materiais fotográficos do CEDOC e sua respectiva divulgação na web (ver nota aqui). 

Dado o interesse do tema para os alunos ligados ao GPAF e ao GPAI/CPAI, a disciplina Tópicos Especiais em Organização da Informação – Turma A, Acervos Fotográficos, cód 382787, do PPGCINF/UnB convida a todos os interessados para participar da aula de amanhã (dia 13/dez) no CEDOC, às 14h15min, na qual Alessandro irá replicar os pontos essenciais de suas intervenções na UnB, focadas em questões relacionadas à Arquitetura da Informação de bases de dados, com ênfase em materiais fotográficos.

Palestra: "Bases de dados e softwares com ênfase em materiais fotográficos de arquivo"
Alessandro CHIARETI (Centro Maas - Itália / ASOCARCHI - Chile)
DIA 13/dez 14:15hs
CEDOC - UNB  (Predio do Multiuso I - Bloco B - Terreo e 1 andar Fones: (061) 3107-5863 / 3107-5801)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Material do curso da Profa. Antonia


O blog do DigifotoWeb disponibiliza o material utilizado pelo curso da profa. Antonia Salvador, ministrado no CEDOC/UnB durante os dias 19 e 20 de novembro de 2012. Trata-se de um "kit" em arquivo zipado composto pelo PDF das 4 apresentações exibidas durante as aulas e uma série de anexos em Word para elaboração de documentos de referência, de docação etc.

Baixe o arquivo zip aqui.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

GPAF e AGCRJ estão conectados

Copiado de AGCRJ
O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (ver portal aqui), por meio de sua diretora, Beatriz Kushnir, acaba de associar-se ao GPAF para colaboração científica, sem transferência de recurso de qualquer espécie. Os entendimentos se deram durante o evento Workshop Acervos Fotográficos (ver post aqui), realizado por aquela instituição dias atrás e que contou com expressiva participação de pesquisadores do GPAF como expositores. Espera-se, como resultado concreto desta parceria, poder dar ao evento periodicidade anual, para o que já está em andamento a organização da edição 2013. 

Na ocasião a pesquisadora Beatriz Kushnir também afiliou-se, pessoalmente, ao grupo. A pesquisadora (ver Lattes aqui) também é blogueira e mantém dois ambientes para a divulgação de seus livros mais recentes: "Baile de Máscaras", sobre pesquisas e ações afirmativas em prol da memória de cemitérios de judias polonesas no Brasil (ver blog aqui) e "Cães de Guarda", sobre as delicadas relações entre a imprensa e a censura no período militar (ver blog aqui). Ambos os trabalhos se valem de imagens do período para embasamento argumentativo, dentro da ementa da linha de "Comunicação e Usos da Informação", que, entre outros aspectos, envolve abordagens relacionadas à compreensão dos processos comunicativos, dos fenômenos da representação, dos processos de construção de memórias, histórias e identidades (ver ementa completa aqui).

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Mini curso sobre acervos fotográficos


Tratamento e gestão de acervos fotográficos

DOCENTE: ANTONIA SALVADOR BENÍTEZ, UNIVERSIDAD COMPLUTENSE DE MADRID (ESPANHA)
Data: 19 e 20 de novembro de 2012    
Horário: 14:30h às 17:30hs    
Local: Auditório do CEDOC/UnB
VAGAS GRATUITAS E LIMITADAS
Inscrições e informações: cedoc@unb.br; Fones: (061) 3107-5863 / 3107-5801

Objetivo: oferecer uma panorâmica da situação e características dos documentos fotográficos, assim como o estabelecimento de critérios e roteiros de trabalho para o tratamento, gestão e difusão de conjuntos fotográficos presentes em bibliotecas, arquivos e centros de documentação.

Programa:
1 – A fotografia e os centros de gestão do patrimônio.
2 – Catalogação e descrição da fotografia.
3- Introdução aos suportes.
4 – Gestão e difusão do patrimônio fotográfico.

Realização:
Curso de Graduação em Museologia da UnB
Associação de Arquivologia de Brasília (ABARQ)

Apoio:
Centro de Documentação e Arquivo da UnB (CEDOC/UnB)
Grupo de Pesquisa Acervos Fotográficos (GPAF/CNPq)

sábado, 3 de novembro de 2012

Pesquisas do GPAF serão discutidas em evento no Rio

O workshop de acervos fotográficos, previsto para ocorrer na semana que vem no Rio de Janeiro, congregará entre os debatedores 4 pesquisadores do GPAF (André Lopez, Aline Lacerda, Antonia Salvador e Maria Teresa de Mello). Uma das palestras versará sobre as experiências de pesquisa do grupo.
  • Para saber mais sobre o GPAF consulte página específica neste blog aqui.
  • Para saber mais sobre o evento, veja a programação abaixo e, se possível, prestigie; é de graça.

PROGRAMAÇÃO:
  • 9:00 h - Credenciamento 
  • 9:30 h – Abertura:
    Beatriz Kushnir e Paulo Knauss 
  • 10 h Palestra:
    Perspectivas de pesquisa em acervos fotográficos a partir da experiência do Grupo de Pesquisa Acervos Fotográficos – GPAF
    André Porto Ancona Lopez – UnB 
  • 11 h: Intervalo/Coffee Break 
  • 11:30 h Palestra:'Conservação preventiva de acervos fotográficos’
    Sandra Baruki – CCPF/Funarte 
  • 12:30 h Intervalo para almoço 
  • 14:00 h Mesa redonda:
    ‘Desafios e perspectivas institucionais’
    >Sérgio Lima – Arquivo Nacional
    >Aline Lopes de Lacerda Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz
    >Martina Spohr – CPDOC/FGV
    >Roberta Zanatta – Instituto Moreira Salles
    >Antonia Salvador Benitez - Universidad. Complutense de Madrid
    >Beatriz Kushnir - AGCRJ
    >Maria Teresa Villela Bandeira de Mello - APERJ 
  • 16:15 h – Debate 
  • 17h - Encerramento
Local:
Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro - AGCRJ (auditório)
Rua Amoroso Lima, 15 - Cidade Nova (esquina com Rua Pres. Vargas)
Metrô, estações Pça. Onze - linha 1 e Cidade Nova - linha 2

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Começou!

Copiado de Sala de Física
Hoje pela tarde, com palestra da Profa. Antonia Salvador da UCM, foi dado início à disciplina de tópicos especiais relacionada aos acervos fotográficos. Nosso próximo encontro está marcado para as 19:00hs (pontualmente) no CEDOC/UnB (veja google map aqui). Por favor cheguem mais cedo para não se perderem.

Todos os alunos (inclusive os que perderam a conferência de abertura) DEVEM produzir fotografias/imagens sobre o conceito de ARQUIVO e o de COLEÇÃO. As imagens devem:
  • ser originais de autoria do aluno (não vale recortar e colar da web)
  • estar identificadas na ficha descritiva que deverá ser entregue FISICAMENTE no começo da aula (uma ficha para cada imagem)
  • ter resolução mínima de 300 dpi.
Maiores detalhes podem ser vistos na página específica da disciplina neste blog (clique aqui). Ali pode-se ter acesso ao cronograma, à ficha descritiva, à explicação do programa etc.

O exposto acima também se aplica aos eventuais candidatos a aluno especial.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Disciplina com professor estrangeiro

Copiado de Biblioteca Complutense

A disciplina Tópicos Especiais em Organização da Informação – Turma A, Acervos Fotográficos, cód 382787 terá inicio amanhã às 14:00hs, dia 25/10, no auditório da FCI com palestra internacional da Profa. Antonia Salvador Benitez da Universidad Complutense de Madrid. A disciplina será ofertada de modo concentrado com aulas às 5ªs de tarde e às 2ªs, 3ªs e 4ªs de noite, de modo que não será necessário avançar por janeiro para o cumprimento da carga horária. A palestra de amanhã representa a aula inaugural da disciplina e está aberta a todos os interessados.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

DigifotoWeb faz exposição na SNCT/2012


O projeto DigifotoWeb, integrante do Grupo de Pequisa Acervos Fotográficos, está apesentando, desde o dia 16/10 a exposição "Análise da informação arquivística em documentos fotográficos" na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, evento nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (link aqui).

A exposição é composta por 14 banners que buscam tratar de modo mais direto para o grande público temas bastante discutidos nos posts deste blog. São 3 questões fundamentais para os documentos fotográficos arquivísticos:
  • identificar o conteúdo da imagem;
  • saber o que a imagem representa;
  • compreender o contexto arquivístico.
Cada um desses problemas está subdividido em dois subtópicos. Cada subtópico apresenta um primeiro banner com uma imagem-desafio, cuja solução é dada no banner subsequente.  Completam a exposição dois banners de com dados básicos de referência; um sobre o projeto DigifotoWeb e outro sobre o GPAF.

A exposição está aberta à visitação até domingo dia 21 no Pavilhão de exposições do Parque da Cidade de Brasília, no stand da UnB.

sábado, 13 de outubro de 2012

Saber o que uma imagem representa

No universo dos documentos imagéticos de arquivo é fundamental saber o que uma imagem representa para evitar compreensões equivocadas. Tomemos como exemplo a imagem abaixo:
Detalhe de foto por André Porto Ancona Lopez
Se você tem um mínimo de cultura beatlemaníaca irá dizer que se trata de uma representação célebre capa do álbum "Abbey Road". Se não tiver tal informação poderá dizer que se trata de um grupo de músicos caminhando sobre um teclado. De qualquer modo, mesmo com a acertada referência aos grupo de Liverpool, dificilmente alguém diria se tratar de material publicitário de campanha educativa de trânsito, dada à tendência de se interpretar as imagens de modo isolado de seu contexto. Como vemos adiante, a alternativa mais improvável era a correta:
Foto André Porto Ancona Lopez
Trata-se de uma campanha publicitária feita pela prefeitura de Sabaneta, Colômbia, com os dizeres “O pedestre primeiro”, exposta junto à praça principal daquela cidade, que é o local de maior circulação de veículos e concentra o maior tráfego de turistas. A imagem publicitária tem a característica de se remeter a outras imagens mais  conhecidas. Neste caso, a referência só funciona com pessoas mais velhas, que tenham alguma base de cultura beatlemaníaca. Porém, mesmo sem a compreensão da referência musical, a mensagem (de trânsito) é bem clara indicando a necessidade de respeito ao pedestre. Em termos de significação arquivistica, o docuemnto, antes de ser uma homenagem aos Beatles é um produto da Secretaria de Governo da cidade de Sabaneta. 

É preciso, ainda, saber o que contextualizar: a faixa, ou a imagem da faixa? No caso do documento fotográfico, não se está mais falando de um produto da cidade de Sabaneta, porém de um registro produzido, deliberadamente, com a finalidade de ilustrar didaticamente questões relativas às imagens para este blog.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O zoom da imagem

A apresentação abaixo, intitulado Zoom, do livro de Istvan Banyai, podemos perceber a função do Zoom no olhar da imagem e a importância do contexto na leitura da mesma.

"Zoom" é um livro só de imagens que, pouco a pouco, vão dando uma visão mais ampla do mesmo contexto como se estivessemos a reduzir o zoom. É muito interessante ver a integração de uma parte da imagem num conjunto em que vai passando a ser cada vez menos importante à medida que fazemos o recuo do zoom.

Este livro provocante, sem palavras, pode ser "lido" tanto de trás para frente como de frente para trás. Suas ilustrações dão a ilusão como se o leitor tivesse se afastado rapidamente de cada página. Os leitores que se preparem para uma aventura não só surpreendente como até filosófica.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Bem na Foto

Em entrevista à Revista de História, o fotógrafo e pesquisador Pedro Karp Vasquez fala sobre a chegada da fotografia no Brasil, no século XIX, e sobre o mercado editorial a respeito do tema


D. Pedro II foi o primeiro brasileiro a comprar um daguerreótipo, o precursor da máquina fotográfica, em 1840. Ele incentivou o trabalho de fotógrafos e reuniu uma coleção de 25 mil imagens, hoje pertencentes à Biblioteca Nacional. É, em grande parte, graças ao imperador, que hoje o Brasil tem um dos principais acervos de fotografias antigas da América Latina e se destaca na produção de livros na área. Um dos últimos lançamentos de 2012 é Fotografia Escrita - nove ensaios sobre a produção fotográfica no Brasil (Senac), escrito pelo fotógrafo e pesquisador Pedro Karp Vasquez, um dos responsáveis pela criação do Instituto Nacional de Fotografia da Fundação Nacional de Arte, em 1982. Em entrevista à Revista de História, Vasquez, que também é autor do livro D. Pedro II e a Fotografia no Brasil (Index, 1985), fala sobre a chegada e popularização da fotografia no Brasil.
Revista de História: Por que a produção de fotografias no Brasil foi tão forte no século XIX?
Pedro Karp Vasquez: O acervo brasileiro desse período é o mais importante da América Latina, em grande parte por incentivo de D. Pedro II (1825-1891). Naquela época, os únicos colecionadores particulares no mundo eram ele, a rainha Vitória (1819-1901) e o Príncipe Albert (1819-1861), do Reino Unido. Mas no Brasil, naquela época, não havia um mercado para retrato como em Viena, Londres ou Paris, já que o regime aqui era escravocrata e a burguesia emergente era muito pequena. Sem o imperador a fotografia não teria se desenvolvido tanto. Ele atuava como mecenas e chamava atenção para a fotografia, chegando até a criar o título de Fotógrafo da Casa Imperial.
RH: E como era a relação da academia com a fotografia no século XIX?
PKV: As exposições anuais da Academia de Belas Artes acolheram a fotografia desde a década de 1840. Na mesma época, na Europa e nos Estados Unidos, esse ambiente acadêmico ainda não aceitava a fotografia. Nós tivemos esse lado precursor. Também houve três Exposições Nacionais do período imperial, por volta de 1860, que incluíram a fotografia em várias categorias, como anúncios de produtos e retratos de paisagens, por exemplo.
RH: Qual é o tamanho do acervo brasileiro no período?
PKV: Não temos um levantamento nacional, mas acredito que deva estar entre 300 mil e meio milhão de imagens. Só D. Pedro II levou para a Biblioteca Nacional uma coleção com mais de 25 mil imagens. Gilberto Ferrez, neto do fotógrafo Marc Ferrez (1843-1923), constituiu outra coleção enorme, com cerca de 30 mil fotos, que estão hoje no Instituto Moreira Salles. Fora isso tem outras fotos na Biblioteca Nacional, no Museu Histórico Nacional, no Arquivo Nacional, no Museu Imperial, no Museu Paulista... É muita coisa.
RH: Quando a produção fotográfica começou a ser estudada no Brasil?
PKV: O primeiro livro sobre o tema foiA fotografia no Brasil, de Gilberto Ferrez, lançado em 1953. Na década de 1970 Ferrez fez outros livros, sobre o avô dele, sobre fotografia em Pernambuco, na Bahia... E surgiu também Boris Kossoy (saiba mais em “Nova pátria, novo olhar”). São precursores isolados. A coisa começou a deslanchar mesmo em meados da década de 1980... Talvez porque tenha surgido a Lei Sarney, que depois virou Lei Rouanet, permitindo que esses livros fossem financiados por empresas. Alguns eram muito caros para serem produzidos por uma editora normal.
RH: E dos anos 1990 até hoje, como está o mercado editorial?
PKV: Nos anos 1990 até os próprios fotógrafos, independentes, começaram a fazer livros mais sofisticados. Passamos a ter um movimento constante de edição de livros, tanto de ensaios históricos, quanto de livros autorais. Hoje, acho que a parte teórica ainda é carente, mesmo em traduções. Entre os livros de referência, só temos algo de Roland Barthes e Susan Sontag. De qualquer forma, acho que atingimos um ponto de maturidade e estamos cada vez melhor.
RH: Onde seu livro se encaixa na produção atual?
PKV: A importância dele é que é feito para o grande público. Não é uma tese, não é um trabalho de professor universitário. Normalmente, esse tipo de publicação é uma tese... Ou uma versão simplificada da tese, o que já melhora, porque a pessoa tira a parte mais árida de justificativas. Mas Fotografia Escrita é o livro de uma pessoa que sempre se preocupou em fazer uma difusão ampla da fotografia para a sociedade em geral.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Fotografias saqueadas: breve história sobre as fotografias resgatadas da ditadura argentina

Fonte: Instituto Espacio para La Memória
As fotos acima retratam três cidadãos argentinos que foram capturados e torturados durante o último período de ditadura no país, autodenominado Proceso de Reorganización Nacional e mantidos presos na chamada ESMA, antiga Escuela de Mecánica de la Armada, que funcionou como centro de detenção clandestino nesse período e por onde passaram quase 5.000 detidos e desaparecidos (90% foram assassinados). Tais fotografias foram “salvas” por um fotógrafo, também preso e torturado durante mais de quatro anos, Victor Basterra.
Basterra foi sequestrado em 1979 junto com sua esposa e filha recém-nascida e permaneceu na ESMA até dezembro de 1983 e vigiado até agosto de 1984. Durante esse período, foi designado a fotógrafo dentro do centro clandestino e passou a sacar fotografias dos militares para produzir documentos falsos para ações ilegais das Forças Armadas.

“Te equivocaste, Marcelo”, dijo Basterra, “yo no saqué las fotos”. “Pusiste en el libro que yo las había sacado, y en realidad las sacaron ellos. Yo sacaba las fotos de los milicos, para hacerle los documentos, pera las de los compañeros las sacaban ellos, tenían un fotógrafo que hacia eso”.
“Yo no apreté el botón”, aclara. “Pero un día, trabajando en el laboratorio vi que tenían una pila de fotos para quemar, era ya el 83, viste, ya se venían los cambios. Y entre ellos vi mi retrato, mi propia foto cuando me acababan de chupar, la que sacaran el mismo día en que nos fotografiaran a todos contra la misma pared. Entonces metí la mano en la pila, y me guardé los negativos que pude agarrar, los escondí entre la panza y el pantalón, ahí los puses, cerca de los huevos”.
“A esa altura parecía que habían decidido perdonarme la vida, que había sido un buen muchacho y merecía seguir viviendo, vigilado pero, en fin, inofensivo. No podían pensar que en cuanto pude saqué las fotos de la ESMA de a poquito, en las salidas, entonces si metidas bien en la zona de abajo, entre los huevos y el culo. No me revisaban casi, pero si llegaban a encontrar una de esas fotos, era boleta”.
(Marcelo Brosdky e Victor Basterra –
Memória en construcción: el debate sobre la ESMA)

Capa do livro organizado por Marcelo Brodsky
No diálogo acima, copiado do livro organizado por Marcelo Brodsky, que perdeu seu irmão durante o período de terrorismo, também preso e assassinado na ESMA, Victor Basterra explica que não apertou o botão da câmera para tirar as fotografias, e que “apenas” as tirou de uma pilha que iria queimar-se e levar consigo uma parte muito importante da história da ditadura na Argentina. Para salva as fotografias, Basterra as guardou e levou aos poucos escondidas em suas roupas para fora do centro, quando já tinha permissão para voltar à sua casa após cumprir suas tarefas.
As fotografias foram escondidas por Basterra até o fim do período e reveladas durante o Juicio a las Juntas, processo judicial organizado em 1985 pelo presidente Alfonsín (1983-1989), que reuniu provas contra os organismos e pessoas responsáveis pelo ocorrido durante a ditadura.


Na mesma introdução do livro, Marcelo Brodsky complementa:
Me equivoqué, es cierto, Victor. No aprestaste el gatillo. Pero sacaste las fotos, y lo hiciste dos veces. Y la dos te fue la vida en ello. Las sacaste de la pila, las salvaste de la hoguera, las quitaste del olvido.
Y después la sacaste de nuevo. Las pusiste ahí abajo, muchos huevos, la verdad, y las llevaste afuera, ¿al mundo real?. Las escondiste adentro e las sacaste afuera. Claro que las sacaste, Victor. Las sacaste dos veces aun que no hayas apretado el gatillo.

Victor Basterra

Compreendemos com a fala de Brodsky que, apesar de Basterra não ter apertado o gatilho para tirar as fotos, foi autor das mesmas por duas vezes: quando as salvou da fogueira e quando conseguiu tirá-las da ESMA.

Ao conhecer um pouco mais sobre a ditadura na Argentina e a história de Victor Basterra e “suas” fotografias, me pareceu interessante apresentá-la e questionar alguns pontos como, por exemplo, por que as fotos seriam eliminadas na ESMA, quem é efetivamente o autor dos documentos fotográficos e onde e como as fotografias originais deveriam ser armazenadas e organizadas.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Pegadas de luz


O Instituto Mora da Cidade do México está disponibilizando o site do projeto "Huellas de Luz", em uma processo ainda em construção, com vistas, não apena à difusão de acervos e da pesquisa, mas também para receber comentários, críticas e sugestões. Trata-se de um repositório de fotografias que buscou mesclar na organização elementos relacionados à história social (quanto a escolha das coleções e sua descrição temática) e à arquivologia (na classificação hierarquizada e na descrição inspirada pela ISAD-g). O projeto é um desdobramento de projeto anterior, "Fototeca Digital", que visa consolidar o acesso via Web em um único ambiente virtual.
  • Aceda ao site "Huellas de Luz", clicando aqui e opine neste blog.
  • Veja ainda post anterior sobre a Fototeca Digital neste blog

terça-feira, 17 de julho de 2012

BLOG SALAS DE CINEMA DO ES É NOTÍCIA


O blog http://salasdecinemadoes.blogspot.com.br/ foi matéria do Jornal A Gazeta e já renderam contribuições de imagens e depoimentos. Até o momento já foram 760 acessos e 7 países (Alemanha, EUA, Portugal, Angola, India, Rússia e Argentina).
Além disso, o projeto de pesquisa foi contemplado pelo edital 32/2012 do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo – FUNCULTURA, referente a Projetos Culturais e Concessão de Prêmio para Inventário, Conservação e Reprodução de Acervos no Estado do Espírito Santo, isso será muito importante no tratamento da informação e a ampliação das fontes disponíveis no acervo que será depositado após o tratamento no Arquivo Público Estadual do ES e disponibilizado pela Internet.

A proposta é organizar um inventário analítico do acervo que é 100% digital e compreende fotografias, entrevistas registradas em audiovisual, notícias de jornais e revistas, além de documentos de arquivos público e privados. O objetivo é que o arquivo custodiado no APEES e disponibilizado pelo Blog possibilite ampliarmos o acervo e encontrarmos mais registros das 200 salas (aproximadamente) de exibição cinematográfica que funcionaram no estado do ES.

Esse projeto de pesquisa é um trabalho do Doutorado Interinstitucional Unb-UFES, na linha de pesquisa Organização da Informação, Grupo Acervos Fotográficos e conta com a orientação do Prof. André Porto Ancona Lopez.

sábado, 7 de julho de 2012

Blog Salas de Cinema Capixaba


Boa tarde,

Quem conheceu ou quer conhecer as salas de cinema que formaram a cinelândia capixaba podem visitar o blog http://salasdecinemadoes.blogspot.com.br/.

Todos ainda tem a oportunidade de colaborarem com novas fontes, comentários e na identificação das imagens e bibliografia.

...
Um grande abraço.

André Malverdes

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mapeamento de conjuntos documentais fotográficos


Copiado de Photo District News

Mapeamento dos conjuntos documentais existentes no CEDOC/UnB
Luiza de Lima e Silva
(aluna de Arquivologia UnB e estagiária do CEDOC)

O acervo fotográfico do CEDOC/UnB é constituído de fotografias oriundas de várias origens. Algumas foram doações feitas por professores, outras foram doadas pela Faculdade de Comunicação. São fotografias de prédios, vestibulares, cenas do movimento estudantil, jornais da Universidade, entre outros. Com o trabalho de identificação dos conjuntos realizado no CEDOC, foi possível quantificar o vloume do acervo em aproximadamente 32.600 imagens, que seguem nenhuma ordem lógica de arquivamento. Algumas estão digitalizadas e disponíveis no Light Base Windows (o antigo sistema de banco de dados utilizado pelo CEDOC para regatar informações referentes às fotografias para pesquisa) , e outras estão no acervo físico, não digitalizadas. Outro problema apresentado se referente às informações que acompanham as fotografias. Muitas não possuem descrição arquivística e sim meramente do conteúdo da imagem, o que dificulta a recuperação dos registros, suas funções e respectivos contextos. 

Tais problemas refletem uma falta de gestão no âmbito de criação dessas fotos, o produtor deveria ter descrito e identificado o contexto arquivístico para assim ser possível recuperar as informações referentes à organicidade e à proveniência, que são os principais conceitos arquivísticos para que um documento possa ser considerado arquivístico. Segundo o Dicionário de Terminologia Arquivística, “arquivo é o conjunto de documentos que independentemente de sua natureza ou do suporte, são reunidos por acumulação ao longo das atividades de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas.” Este conceito remete à ideia dos documentos serem acumulados no desenvolvimento de atividades seguindo uma ordem e uma lógica de produção. Os conjuntos identificados no CEDOC não possuem uma lógica de produção bem delimitada, pois vieram de outros setores, ou doações, ou simplesmente "já estavam lá", o que dificulta a análise arquivística. 

O trabalho se iniciou com a identificação das fotografias que já estavam no servidor do CEDOC. No primeiro momento buscou-se identificar os conjuntos que já estavam delimitados, e posteriormente identificamos outros conjuntos que estavam espalhados pelo CEDOC e contabilizamos a quantidade de fotografias, além de termos reunido informações relevantes de cada um conjunto. Em outro momento posterior deveremos inserir esses documentos (fotografias) em uma nova base de dados, que consiga proporcionar um acesso mais eficaz --e contextualizado arquivisticamente-- às fotografias do CEDOC.  Será uma tarefa difícil, visto que contexto se perdeu e nem sempre conseguirá ser reconstruído. 

Ao analisar os conjuntos, com base nos conhecimentos arquivísticos adquiridos ao longo do curso e com apoio de bibliografia específica, conclui que os documentos (as fotografias), do caso em questão, do modo com que se apresentam, não têm qualidades arquivísticas, já que não estão relacionados ao contexto orgânico da universidade no desempenho de atividades da instituição. As fotos fora de seu contexto de produção esvazia a lógica orgânica em relação a outros documentos não imagéticos da universidade. No CEDOC os documentos estavam sendo tratados de maneira isolada, em desacordo com o princípio da proveniência e o respeito da ordem original, o que prejudica a identificação precisa de sua organicidade e inviabiliza a descrição arquivísticas das fotografias. 

O documento que foi retirado de seu contexto original de produção (objetivo pelo qual foi criado) perde seu sentido e impossibilita sua real compreensão de significado administrativo. Cada documento de arquivo tem como função principal provar a realização de atividades, juntamente com outros documentos produzidos para a realização da mesma atividade. No caso analisado não se verificou tais relações fazendo com que o acervo fotográfico do CEDOC, no modo em que se encontra atualmente, não possa ser considerado mais do que  um coleção, um banco de dados com imagens, separado de sua origem produtora e sem relações  perceptíveis com outros documentos produzidos pela instituição.


Referências Bibliográficas 

DICIONÁRIO de terminologia arquivística. São Paulo: AAB-SP; Secretaria de Estado da Cultura, 1996. 

LOPEZ, André P. A. El contexto archivístico como directriz para La gestión documental de materiales fotográficos de archivo. Universum, Talca ( Chile), v. 23, n. 2, p. 12 – 37, 2008. (Disponível aqui).

LOPEZ, André P. A. As razões e os sentidos: finalidades da produção documental e interpretação de conteúdos na organização arquivística de documentos imagéticos. 2000. Tese ( Doutorado em História Social). Programa de Pós-graduação em História Social da FFLCH- USP. São Paulo:2000. (Disponível aqui).

LOPEZ, André P.A., BORGES, L. Uma visão arquivística sobre os documentos fotográficos referentes ao decanato de ensino de graduação presente no acervo do Centro de Documentação da Universidade de Brasília. Ciência da Informação, Brasília, DF, Brasil, V. 38, n. 3, p. 160-176, set./dez. 2009. (Disponível aqui).

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Coleção de documentos imagéticos de Formiga (MG): iniciando com uma charada

Foto: coleção de Cleber Antônio Oliveira. Formiga (MG). s.d.

Através de minha amiga Aldina Soares (a quem agradeço), que postou uma foto antiga sobre Formiga (MG), conheci, no Facebook, o Cleber Antônio Oliveira, detentor de uma enorme coleção de cerca de seis mil fotos antigas*, algumas delas, muito significativas, da Rede Mineira de Viação, tema de meu projeto de doutorado. Vide aqui.


Isso provocou um redirecionamento em minha pesquisa de campo. Há que se compreender que meu projeto não se restringe a fotografias de locomotivas e estações de trem, importantes sem dúvida, mas busca sua organicidade no período econômico, social, político e cultural no qual esse meio de transporte era um dos mais importantes, principalmente para o deslocamento de passageiros e, diferentes recursos materiais em longa distância.



Assim, o acervo de Cleber, contempla um primeiro desafio de classificação desse vasto material dentro das normas que permitam sua preservação digital e fácil recuperação e um segundo, que é o de estabelecer ligações entre os documentos imagéticos da ferrovia e os que se relacionam a ele e seus vieses já citados. Em resumo, se encaixa perfeitamente dentro das propostas do DIGIFOTOWEB e poderá constituir-se em valioso patrimônio futuro.



Porém, antes de adentrar em conceitos metodológicos mais profundos, gostaria de propor uma pequena “charada” a partir de uma foto um tanto curiosa, postada por ele e debatida com também meu recente amigo, Isaac Ribeiro, mestre em história pela Universidade Federal de São João del Rey. Ambos se propuseram a fazer uma pesquisa sobre uma curiosidade presente na imagem e já indicaram o caminho correto. Certamente, irão encontrar, assim espero, os elementos reveladores dessa “charada” e mais do isso, poderão contextualizar o documento em termos de sua organicidade arquivística (iconológica), embora a curiosidade pertença ao campo da iconografia (conteúdo da imagem).



Lançado o desafio, aguardarei comentários, primeiro daqueles que conseguirem identificar a “curiosidade” expressa no documento. Segundo, e já agradecendo, quem tenha conhecimento de tal fenômeno e possa contribuir para sua elucidação, especialmente com outros exemplos, ou tendências da época.



* Apenas uma pequena parcela das fotos está presente nos álbuns de Cleber no Facebook.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Organização de acervo imagético: Arquivologia X Biblioteconomia




Os acervos imagéticos são comumente organizados a partir das técnicas existentes na Biblioteconomia, com foco nas informações encontradas a partir da imagem. A utilização da indexação de assuntos para o armazenamento e recuperação de fotografias em uma biblioteca de imagens parece suprir as necessidades desse modelo de centro de informação, uma vez que abrange diversas possibilidades de interpretação do conteúdo da imagem. Qual seria a contribuição, então, da organização de acervos fotográficos a partir de teorias da Arquivologia, como a Diplomática e a Tipologia Documental?

As coleções de bibliotecas têm como função principal o insumo, ou seja, a reutilização da informação para diversos fins, independente de seu contexto de produção. Para a Arquivologia, porém, a principal função de um acervo é a prova do cumprimento das atividades institucionais, tendo como base as relações de proveniência e contexto de produção.

Uma das contribuições para uma coleção de fotografias de uma análise Diplomática, que identifica os aspectos formais do documento e Tipológica, que consiste na “ampliação da Diplomática em direção à gênese documental” (BELLOTTO, 2002), ao conhecimento por parte do bibliotecário da real intenção da fotografia, facilitando o reconhecimento das imagens contidas no item.

A foto acima, por exemplo, seria indexada por um profissional da Biblioteconomia a partir de termos como: igreja, religião católica, praça, entre outros. Caso esse profissional não conseguisse, apenas com a foto, reconhecer a localidade onde está situada esta igreja, não seria possível a inserção dos termos que identificasse esse aspecto. Com as informações obtidas a partir das análises Diplomática e Tipológica, essa informação estaria preservada junto ao documento, e seria possível, neste caso, incluir termos que ligasse esse item à cidade de Jundiaí e outras informações importantes.

Comentário: Esse post tem como intenção iniciar uma discussão sobre os inúmeros benefícios do trabalho em conjunto dos profissionais da informação, pretendendo apenas expor um aspecto relevante da situação proposta.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Semelhanças de estilo e organização da informação

 
              foto 1: copiada de Library of Congress;                          foto 2: copiada de Digifotoweb

Ao olhar atentamente para as imagens acima é possível notar alguma equivalência na composição: um elemento no primeiro plano que tem a orla do mar e o horizonte como pano de fundo, criando uma certa ambiguidade quanto ao tema principal que pode ser tanto o mar como a canoa ou o cão. Águas calmas e céu enevoado com luminosidade difusa também são elementos comuns em ambas imagens. 

Não é necessário ser especialista em história da fotografia - e nem ter acesso aos documentos físicos originais - para compreender que as semelhanças param por aí e que há uma distância de cerca de 100 anos entre os dois registros fotográficos. O hábito de retratar orlas marinhas, no entanto, é anterior à própria invenção da fotografia e cria um estilo pictórico que sobrevive ainda hoje. Panofsky, entre outros estudiosos trabalharam com muito mais profundidade essa questão e ela não está no foco da análise atual. 

A organização de coleções fotográficas, como é tradicional - e até mesmo esperado - buscará dar a ambas as fotos o mesmo tratamento informacional; isto é: criar pontos de acesso à informação por autoria (fotógrafo), data, assunto, técnica e coleção. No primeiro caso, como se trata de instituição bem estruturada e com recursos, além dos mencionados pontos de acesso a informação está sistematizada em uma ficha no formato MARC. O segundo caso, com recursos adequados, também poderia ter o mesmo tratamento. 

Somente quem tiver uma perspectiva arquivística saberá que essas outras equivalências também param por aí e que o conhecimento detalhado e preciso de todas as informações mencionadas acima é insuficiente para a compreensão de tais registros como resultantes de atividades de um titular e preservados como provas desse mesmo titular. 

No primeiro caso, a ficha catalográfica da Library of Congress é incapaz de indicar os objetivos que levaram Arnold Genthe a fotografar aquela cena e tampouco os motivos que o fizeram querer guardar documento(s) resultante(s) de tal ato. Assumimos que sempre se tratou de uma tomada estética e que sua preservação relaciona-se à preservação de um objeto de arte. 

No segundo caso há, como conheço pessoalmente o fotógrafo pode-se imaginar que tais informações estão mais bem sistematizadas; ledo engano: apenas posso supor que Niraldo Nascimento produziu a imagem em uma atividade de lazer e a preservou (do ponto de vista arquivístico) como registro de um passeio a Marataízes, mas não posso afirmar isso com certeza e tampouco sei se é plausível entender que o documento original seja realmente arquivístico.

A diferença fundamental não está no conteúdo, no histórico e nem no tratamento dado ao documento original. O exemplo em questão traz ainda outra particularidade, que é a reciclagem de uma mesma informação, produzindo outro documento. A foto 2, nessa acepção, não deve ser entendida como uma foto da coleção/arquivo de Niraldo Nascimento, porém como parte da informação do próprio Digifotoweb, posto que ela é integrante de um texto publicado neste blog (e agora é integrante de dois textos). Essa perspectiva muda absolutamente tudo: não se trata mais da foto de Nascimento, o documento a ser organizado e descrito é o post. Arquivisticamente ele é parte do projeto Digifotoweb e está relacionado à função de promoção de esforços para consolidação de redes de pesquisa relacionadas aos acervos fotográficos. A autoria da informação imagética e os direitos quanto à imagem permanecem inalienáveis com  Niraldo Nascimento, mas o post, ainda que escrito também, pelo mesmo autor da fotografia, é produto do Digifotoweb. Ele é também, sob a ótica de quem o escreveu, ao mesmo tempo, produção intelectual e registros dessa mesma produção (pode até ser elencado no Lattes). 

Esse post atual, que traz a reprodução das fotos de Genthe e de Nascimento, mesmo sem ter os direitos autorais delas, deve ser entendido como resultado do projeto Digifotoweb, não sendo arquivisticamente adequado desmembrar partes de um documento (o post) em função dos elementos imagéticos constituintes.

Fica ainda repassada a dica do Prof. Murilo Bastos, que impulsionou essa reflexão: a Library of Congress mantém disponível a maior parte da coleção fotográfica de Arnold Genthe. São cerca de 16.000 imagens, de um total de 20.000, sendo que muitas delas podem ser baixadas gratuitamente: http://www.loc.gov/pictures/
collection/agc

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Livro sobre fotografias de salas de cinema tem versão eletrônica gratuíta

Está disponível versão eletrônica gratuita do livro "Memórias fotográficas: a história das salas de cinema de Vitória", de autoria do Arquivista e Historiador André Malverdes. A obra conta com 102 imagens dos cinemas de rua do Espírito Santo, nas quais se busca recuperar os detalhes das salas, inaugurações, suas fachadas, telas e momentos que marcaram os seus freqüentadores e proprietários. 

O objetivo do trabalho foi possibilitar um passeio, através das imagens, pelos cinemas que marcaram a cidade, os bairros e o interior no seu espaço físico e no cotidiano, como formas de lazer que fizeram a  então Cinelândia Capixaba. Na época a caminhada pelos “cinemas de calçada” era a grande diversão da população.

O trabalho é resultado do projeto de pesquisa "Cine Memória: A história das Salas de Cinema do Espírito Santo" realizado pelo Departamento de Arquivologia do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas da UFES, patrocinado pela Lei Rubem Braga e pela Arcelor Mittal. 

Para conhecer mais essa publicação, veja post anterior neste blog e/ou solicite o livro diretamente para o autor através do e.mail malverdes@gmail.com com nome, instituição, estado e explicando o interesse pela obra.

Público na fila para a sessão de inauguração do Cine São Luiz, com o filme "Aviso aos
Navegantes", na rua 23 de maio, 100, Centro, Vitória, ES, com capacidade de 586 lugares.
De frente de terno José Haddad Filho e sua namorada Mitzi. 1951.
Acervo Família Rocha. - Projeto "Cine memória: a história das salas de cinema do Espírito Santo"

VOCÊ TEM MAIS ALGUMA INFORMAÇÃO SOBRE ESSA IMAGEM?

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Digifoto foi tema de palestra "en la U"


Em 17/03 o projeto Digifoto foi objeto dos encontros periódicos promovidos pelo Archivo Andrés Bello, da Universidad de Chile. O evento, previsto para ser um bate-papo com umas 25 pessoas superou as expectativas, lotando a belíssima sala de eventos e deixando, infelizmente, pessoas interessadas do lado de fora. Na discussão foram abordados alguns aspectos relacionados às especificidades dos documentos imagéticos e fotográficos, com foco em situações arquivísticas. Alguns exemplos relacionados à própria pesquisa do Digifoto e à situações concretas do Archivo Andrés Bello foram abordados. 

Um dos pontos importantes discutidos foi a questão da suposta "organização" arquivística de documentos fotográficos por conteúdo - procedimento não recomendado e sem sustentação teórica -  no momento em que abrimos uma caixa de papelão repleta de documentos fotográficos não identificados. Nela havia num retrato de estúdio de um casal em trajes nupciais, provavelmente do princípio do século XX. A audiência, ao ser indagada, foi unânime em indicar que a foto referia-se ao assunto "matrimônio". A segunda pergunta às mesmas pessoas foi relativa à própria atuação profissional; foram quase unânimes em se auto-identificarem como não-arquivistas. Evidenciou-se, então, que para identificar aquela foto como "matrimônio" não haveria necessidade de formação (ou prática) em Arquivologia, explicitando que a "inteligência arquivística" consiste, na realidade, em identificar e sistematizar as informações contextuais dos documentos fotográficos e não do conteúdo imagético. A dificuldade, no caso dos documentos fotográficos, está no fato de que a separação física dos acervos, dando precedência ao valor patrimonial dos objetos fotográficos (em detrimento dos documentos de arquivo) muitas vezes pode tornar a informação arquivística inatingível.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Reflexão sobre características da Diplomática em documentos audiovisuais


A Diplomática identifica nos documentos as características formais que os definem. As análises de materiais não convencionais, hoje realizadas muitas vezes não permitem identificar dados típicos da Diplomática tradicional, tais como protocolos iniciais e finais. O desafio a ser enfrentado pela Diplomática especial perpassa a adaptação dos elementos tradicionais na análise dos documentos contemporâneos. Nossa preocupação relaciona-se aos registros imagéticos e audiovisuais. O material audiovisual pode ser armazenado de diversas formas, em vários formatos e diferentes suportes. A facilidade que temos hoje de manipular uma imagem de vídeo, permite que a mesma imagem em movimento seja parte integrante de diferentes arquivos ou bibliotecas. 

A análise e organização de informação de tais documentos carece de maiores definições conceituais quanto aos seus elementos constitutivos. Por exemplo: em um documento textual a identificação do protocolo e escatocolo não costuma ser problemática, mas como é que fica essa questão em um programa de telejornal? Quais seriam o protocolo e escatocolo do telejornal? Se uma empresa de telecomunicação armazena sua produção jornalística na íntegra, ou seja, com todas as partes que identificam o programa jornalístico que veiculou aquelas notícias (abertura do programa e créditos), é possível facilmente detectar características de protocolo inicial e final. Quando são armazenadas as mesmas imagens em seu formato "bruto", o seja, sem as edições finais do programa, tais características não são encontradas.

Para uma visão mais geral dessa questão veja vídeo sobre pesquisa de graduação realizada por Laila Di Pietro aqui e/ou baixe o trabalho completo a partir daqui.

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Laila Di Pietro e André Lopez

domingo, 8 de abril de 2012

Iº Encontro Pensamento e Reflexão na Fotografia

Em parceria com o Estúdio Madalena, o Museu da Imagem e do Som de São Paulo apresenta o I Encontro Pensamento e Reflexão na Fotografia. Durante três dias, pensadores da fotografia nacionais e internacionais se reunirão para colocar em questão o pensamento na fotografia.

O evento arcará com os custos de passagem e hospedagem para os apresentadores de trabalhos aprovados, não residentes em São Paulo, de qualquer lugar do mundo, desde que apresentem em espanhol ou português.

Inscrições de trabalho até o dia 15/abril. Evento de 17 a 19 de maio.

Programação, regulamento e maiores informações: aqui ou aqui 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Contribuições do Chile "Los Fotógrafos del Sur"

Copiado de: CAROZZI ACUÑA, Romina. Los Fotógrafos del Sur.
Titulo: Mapuche. Formato: Carte de Visite.
Autor: Juan de Dios Carvajal y Fernando Valck Wiegand. Año : 1890/1900.
Foi com grande prazer que o GPAF recebeu dois artigos científicos da pesquisadora Romina Carozzi Acuña. Um deles trata do tema "Fotografía, Hongos y Bacterias: Daño Biológico en Material Fotográfico", que será objeto de um segundo post. Do outro, intitulado "Los Fotógrafos del Sur", realizamos alguns excertos no sentido de mostrar a importância do trabalho desenvolvido por essa pesquisadora sobre as raízes dos primeros fotógrafos do Chile e uma amostra de suas respectivas fotografias.
Sem dúvida, trata-se de uma maravilhosa contribuição para os estudos e pesquisas do GPAF, bem como, marca novamente a interação de nosso grupo e seus pesquisadores com a comunidade internacional.
Portanto, Rominia, receba as boas-vindas de todos os membros do GPAF, continue contribuindo e intercambiando suas experiências e pesquisas conosco.
Muito obrigado!


Los Fotógrafos del Sur**
Romina Carozzi Acuña*
Excertos**
"El presente trabajo investigativo tiene como eje central a los fotógrafos conocidos como “Los Fundadores”, quienes forman parte importante de la historia de la actividad fotográfica en el territorio llamado Chile, como también sus imágenes, las cuales, son forjadoras de memoria e identidad.
La razón de elegir como tema central a “Los Fundadores” es el hecho de que la historia de la fotografía chilena es aún un tanto difusa, si bien ya son casi 180 años de trabajo fotográfico, el hecho de crear un sustento teórico es una necesidad, la creación de una historia en el plano teórico se hace imperante, ya que no basta con la cronología que existe o con una agrupación de nombre conocidos, sino que realmente un hacer historia, una profundización en cada etapa de la fotografía, de la evolución de los materiales, y de las diferentes disciplinas que en ella se han desarrollado, como el fotoperiodismo o la fotografía artística.
Es por ello que me motiva el investigar sobre el pasado fotográfico, para contribuir a la formación de la historia de nuestra fotografía.
Específicamente para este trabajo, he recopilado información, en primera instancia, de textos encontrados en la Biblioteca de la Facultad, de información en la red, y luego, de libros propios que adquirí debido al gran interés en el tema. Para luego reflexionar acerca del tema y mediante la redacción del trabajo, responder algunas preguntas y lograr ser un aporte a la historia de la fotografía chilena.
Finalmente señalar el enfoque del trabajo, el cual tomara a la triada de “Los Fundadores” Cristián Enrique Valck, Gustavo Milet y Obder Heffer, específicamente, para luego reflexionar en torno al tema de las imágenes, el pueblo mapuche. Como también, haciendo reseña a la materialidad utilizada en aquella época.
Luego del arribo de la fotografía al puerto de Valparaíso a mediados del siglo XIX, y del arraigo de este nuevo medio tecnológico en la sociedad chilena, acontecen diversos sucesos que permiten el desarrollo de la fotografía étnica. Uno de ellos es el arribo de la mirada de fotógrafos extranjeros al territorio y otro muy importante es el fin de la campaña conocida como “Pacificación de la Araucanía” en donde se logró penetrar en los vastos territorios indígenas.
De este espíritu aventurero, estaban también impregnados, Cristían Enrique Valck, Gustavo Milet y Obder Heffer.
Los Fotógrafos del Sur
Cargados de sus pesados y aparatosos equipos fotográficos, y movidos por el deseo de retratar y registrar lo exótico de su nueva cotidianeidad sureña; Valck, Milet y Heffer nos heredaron una hermosa producción de imágenes que vale la pena conocer y analizar ya que nos llevan a reflexionar sobre temas como el pasado, las raíces, nuestra identidad, nuestro patrimonio y la tarea pendiente que tenemos con el resguardo y preservación del mismo.
De esta forma vale la pena indagar en cada uno de estos personajes, descubrir su historia y su individualidad, y por supuesto, lo que hasta el día de hoy trasciende, que es su trabajo fotográfico."


*Romina Carozzi Acuña es licenciada en artes con mención en artes plásticas, artista fotógrafa y conservadora/restauradora del patrimonio cultural mueble, en la u. de Chile. Actualmente trabaja como conservadora/restauradora en el Archivo Central Andrés Bello de la misma universidad.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

"Charla" sobre fotografias


Título: Repositorio digital de materiales fotográficos de archivo: algunas cuestiones prácticas.
Local: Archivo General Andrés Bello - Universidad de Chile - Cl Arturo Prat, 23 - Santiago de Chile
Data e horário: 17 de Abril - 12:00hs
Palestrante: André Porto Ancona Lopez

terça-feira, 27 de março de 2012

Identificação de conteúdos das imagens

The Cliff of the Two-Dimensional World by Babak Anasori, Michael Naguib, Yury Gogotsi, and Michel W. Barsoum
Copiado de Smithsonian.com
Olhe com atenção para a imagem acima e tente adivinhar o local de onde a imagem foi registrada. Trata-se de uma fotografia eletrônica, analógica que, porém não representa uma paisagem do Grand Canyon ou nenhuma outra formação rochosa passível de escaladas ou simples admiração turística. O autor da imagem anota que a imagem remete à lateral de uma montanha em Utah, nos Estados Unidos. Como meu imaginário de alpinismo nunca foi além de filmes e algumas jornadas em regiões mais vegetalmente densas no Brasil, não posso deixar de "comprar" a ideia. 

A imagem, no entanto, foi obtida por microscopia eletrônica aplicada a finas camadas de componentes de base de titânio. Cada "fatia" de "rocha" representa uma camada de apenas cinco átomos de espessura. Seus autores a incluíram no concurso mundial de imagens científicas da Revista National Science Foundation e de engenharia e ganharam o prêmio "Escolha do Público".

O episódio, além de nos alertar quanto às, sempre, imprecisas identificações de conteúdo, quando feitas por pessoas sem familiaridade com as ações geradoras das imagens abre interessante flanco para a discussão dos limites da compreensão dos documentos com equivalentes ao conteúdo manifestado. A imagem em pauta é a mesma (talvez com significativas variações de resolução) em pelo menos 7 contextos distintos:
  1. como registro experimental no laboratório dos autores, nesse caso sem nenhum finalidade estética;
  2. como cópia de tal registro, inscrita como documento original no concurso de imagens, nesse caso sem nenhuma finalidade científica experimental;
  3. como possível candidata à premiação ao ser difundida pela revista científica aos seus leitores e demais votantes;
  4. como registro de imagem premiada nos arquivos da revista promotora do concurso
  5. como registro de premiação recebida pelos elaboradores da imagem
  6. como imagem a ser comercializada para agências de notícias mundiais ao longo do mundo
  7. como cópia de tudo isso na presente postagem
Em todos esses casos o conteúdo (grosso modo) é o mesmo, porém os contextos documentais são completamente distintos e geraram documentos únicos, do ponto de vista arquivístico, que demandarão tratamentos diferenciados do ponto de vista da classificação e da descrição contextual. 

Longe de representar uma excepcionalidade o exemplo acima é bastante corriqueiro nos arquivos de administrações com serviço centralizado de registro, armazenamento e divulgação fotográficas, como é o caso de assessorias de imprensa e secretarias de comunicação. Em diversos posts de pesquisa da equipe GPAF em Brasília, sobretudo relacionados ao CEDOC/UnB e ao Arquivo Público do Distrito Federal, pode-se notar como a organização, supostamente arquivística, erroneamente mescla documentos e funções distintas como se fossem únicos, relacionando-os apenas ao fotógrafo (como se ele fora o titular arquivístico) e ao conteúdo imagético produzido. 

Do mesmo modo que elencamos, em uma breve reflexão, 7 contextos arquivísticos distintos para uma mesma imagem, a correta identificação e contextualização de fotos nas instituições mencionadas deveria fazer exercício similar e buscar compreender melhor os reais trâmites administrativos da produção institucional de documentos fotográficos.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Reuniões semanais do GPAF

O núcleo da UNB do GPAF reuniu-se sexta-feira, 2 de março, para definição do horário das reuniões semanais do grupo. Os encontros têm como objetivo a discussão de temas e projetos relacionados ao GPAF e a cada semana um participante do grupo apresentará idéias de um novo assunto.

As reuniões acontecerão toda SEXTA-FEIRA (exceto feriados), às 16 horas. A participação dos integrantes do grupo é de extrema importância para que todos contribuam para as discussões e projetos em andamento.

Foi decidido um cronograma inicial indicando os coordenadores de discussão de cada semana, a partir daqueles que estiveram presentes na reunião do dia 2. Os integrantes interessados em participar das reuniões semanais deverão escolher e divulgar as datas seguintes para suas apresentações.

Como produto das reuniões, foi decidido que as discussões devem gerar textos que serão publicados em formas de post no blog do DIGIFOTO. A responsabilidade do post é do coordenador da semana, mas a elaboração do texto pode ser feita em grupo ou individualmente.

Contamos com a presença de todos para que as reuniões do GPAF colaborem para a evolução das discussões sobre a organização de acervos imagéticos e dos projetos de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado que estão em andamento.

Aproveitamos para convidar todos os interessados em discutir os temas do Grupo para participarem das reuniões presenciais e também contribuírem com seus conhecimentos através dos comentários nas postagens que serão produtos destas reuniões.

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