sexta-feira, 8 de abril de 2016

Excertos de Buckland, de Capurro & Hjorland e de Lopez

Com o objetivo de fomentar a discussão na disciplina de seminários do GPAF os participantes elencaram alguns excertos dos texto de Buckland, de Capurro & Hjorland e de Lopez, para embasar o exercício de discutir conceitualmente informação e gênese da informação (aulas 01,08 e 15/abr):

Duda Bentes, 2016: Gênese da Informação In: Imagine: gênese da informação

Alice Ferreira Lopes:
BUCKLAND Michael K. Information as a thing. Journal of the American Society of Information Science (1986-1998), v. 42, n.5, p 351, 1991. (texto original aqui; tradução livre aqui)
  • ‘’ Information-as-thing is of special interest in the study of information systems. It is with information in this sense that information systems deal directly. Libraries deal with books; computer-based information systems handle data in the form of physical bits and bytes; museums deal directly with objects. The intention may be that users will become informed (information-as-process) and that there will be an imparting of knowledge (information-as-knowledge). But the means provided, what is handled and operated upon, what is stored and retrieved, is physical information (information-as-thing). On these definitions, there can be no such thing as a “knowledged-based” expert system or a “knowledge access” system, only systems based on physical representations of knowledge. ‘’ (P. 352)
  • "If something cannot be viewed as having the characteristics of evidence, then it is difficult to see how it could be regarded as information. If it has value as information concerning something, then it would appear to have value as evidence of something. “Evidence” appears to be close enough to the meaning of information-as-thing to warrant considering its use as a synonym when, for example, describing museum objects as “authentic historic pieces of evidence from nature and society.” (Schreiner, 1985, p. 27)." ( p. 469).
  • “Information-as-thing”, then, is meaningful in two senses: (1) At quite specific situations and points in time an object or event may actually be informative, i.e., constitute evidence that is used in a way that affects someone’s beliefs; and (2) Since the use of evidence is predictable, albeit imperfectly, the term “information” is commonly and reasonably used to denote some population of objects to which some significant probability of being usefully informative in the future has been attributed. It is in this sense that collection development is concerned with collections of information.’’ (P. 357)

Duda Bentes:
CAPURRO, Rafael; HJORLAND, Birger. O conceito de informação. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 12, n. 1, p. 148- 207, jan./abr. 2007 (Acesso aqui)
  • 1) Sobre definições persuasivas.
    • “[...] Quando usamos o termo informação em CI, deveríamos ter sempre em mente que informação é o que é informativo para uma determinada pessoa. O que é informativo depende das necessidades interpretativas e habilidades do indivíduo (embora estas sejam frequentemente compartilhadas com membros de uma mesma comunidade.” (p. 154-155)
  • 2) Sobre os usos modernos e pós-modernos da informação.
    • “Esta transição da idade média para a modernidade no uso do conceito de informação – de dar uma forma (substancial) à matéria para comunicar alguma coisa a alguém – pode ser detectada na filosofia natural de René Descartes (1596-1650), que chama as ideias de formas do pensamento, não no sentido de que estas são retratadas (depictae) em alguma parte do cérebro, mas na medida em que elas informam o próprio espírito voltado para esta parte do cérebro (DESCARTES, 1996, VII, p. 161). (p. 158)
    • “[...] Tem sido extremamente interessante observar como o conceito de informação está intimamente ligado a visões sobre o conhecimento. Esta conclusão é importante para a análise posterior do conceito de informação em CI, porque indica uma conexão muito negligenciada entre as teorias da informação e as do conhecimento.” (p. 159)
  • 3) Sobre “Análise de domínio, sócio-cognitivo, hermenêutica, semiótica e perspectivas relacionadas.
    • “A perspectiva cognitiva dá um passo em direção à compreensão subjetiva da informação. Buckland dá outro passo. O enfoque da análise de domínio vê diferentes objetos como sendo informativos em relação à divisão social do trabalho na sociedade. Desta forma, a informação é um conceito subjetivo, mas não fundamentalmente em um sentido individual. Os critérios sobre o que conta como informação são formulados por processos sócio-culturais e científicos [...]” (p. 192)

Duda Bentes, 2016: Informação. In: Imagine:informação.

Bruno Carvalho Souza:
LOPEZ, A. Photographic document as image archival document. In: TEHNIČNI in Vsebinski Problemi Klasičnega in Elektronskega Arhiviranja: referatov dopolnilnega izobraževanja s področij arhivistike, dokumentalistike in informatike v Radencih, 8, Maribor, 2009. Maribor: PAM, 2009. p. 362-272. (Acesso aqui)
  • Image records and documents have increased their reproduced visual information, and generated new records without the register of such transformation. That practice stimulates the multiplication of image manifestations of a same content, homogenizing different contexts and records. (Obs: o texto faz referência à internet)
  • It is important to remember that the erroneous identification of the complete record, the one that is proficient to generate consequences, may lead to disastrous outcomes at the research level as well as on the execution of administrative tasks. This aspect is more delicate when it involves records and documents which validation signs and proceedings are incorporated as an attach register, like on image and electronic records. The disconnection of such bond might have disastrous consequences not only during the execution of the administrative activities but also on their proof. The identification of the record’s genesis is the only resource able to avoid the pitfalls posed by the image polysemy character.
  • On an image record, lonely considered, the veracity has the propensity to be bewildered with image’s authenticity, since there will not be enough data to determine the record’s context. 
Elaine Torres Américo:
LOPEZ, A. Contextualización archivística de documentos fotográficos. Alexandria: revista de Ciencias de la Información, ano V, n.8, jan./dez. 2011. (Acesso aqui)
  • “La organización archivística de los documentos imagéticos nos presenta diferentes dificultades, principalmente en lo que atañe al uso de los principios orientadores de esta disciplina, tales como el de procedencia (respect des fonds) y el de respeto al orden original”;
  • “Muchos archivos, sobre todo los denominados “fotográficos”, presentan una marcada propensión hacia la valorización de las posibilidades de uso de su información, relegando a segundo plano el contexto de producción”.

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